sexta-feira, 30 de março de 2007

Cartoon do dia



















Maitena|Me lo contó un pajarito

quarta-feira, 28 de março de 2007

puro branco






















A capa da ICON deste mês, desenhada por Ettore Sottsass, deixou-me a pensar. “You don´t save your soul just painting everything in white”. É que eu gosto de branco... na minha casa é tudo branco. Paredes, portas, armários, prateleiras… Eu gosto do branco. Tranquiliza-me … é como se toda a história estivesse por escrever.

Para mim o branco é calmante mas energizante ao mesmo tempo (não sendo agressivo como o vermelho), é limpinho (não sendo sensaborão como o azul bebé), é uma cor forte mas sem qualquer toque de agressividade. No fundo o branco é o que quisermos que seja. Não manipula, não cria sentimentos específicos, como o vermelho que apela à paixão, ou o laranja, que energiza.

Decidi então investigar mais sobre o branco. Aqui ficam algumas ideias.

Primeiro, sobre as cores em geral. As cores foram desde sempre importantes na vida do Homem. As cores eram usadas pelos primeiros homens como magia para atrair a caça. Eram utilizadas pelos egípcios e babilónicos como parte integrante da cultura e religião, como ferramenta política e de domínio do povo. Na Índia e na China as cores são ainda hoje fonte de determinados tipos específicos de energia, regedoras dos centros energético, ou Chakras. A cada elemento corresponde uma cor: ao Fogo o vermelho, à Terra o amarelo, ao Metal o branco, à Água o azul e à Madeira o verde. Na tradição hebraica, na Cabala, também as cores são consideradas importantes instrumentos capazes de influenciar o curso dos acontecimentos.

Voltemos ao branco.

“A cor Branca ou simplesmente o Branco é a junção de todas as cores do espectro de cores. É definida como "a cor da luz", em cores-luz, ou como "a ausência de cor", em cores-pigmento. É a cor que reflecte todos os raios luminosos, não absorvendo nenhum e por isso aparecendo como clareza máxima”. In Wikipédia

Pitágoras, acreditava que a cor branca continha, além de todas as outras cores, todos os sons. Esta crença reflecte-se na propriedade da cor branca de representar a divindade, sinceridade e transformação.

As tradições nipónicas consideram o branco a cor do luto.

No Feng-Shui o branco é considerado uma cor neutra, está associada ao elemento Metal e tal como este elemento representa o infinito e a profundeza. Na decoração deve ser quebrado com cores que evitem que o espaço se torne frio.

Eu gosto de branco….Na casa gosto de quase tudo branco com uns pequenos, muito pequenos toques de cor (não branca). But then...

I may be trying to save my soul :-)

terça-feira, 27 de março de 2007

Ele é ... Mário Bismarck












Pintura Paraíso #18, Acrílico, carvão e tinta da china sob/tela, 2001

Mário Bismarck nasceu no Porto a 17 de Julho de 1959. É professor associado de Desenho na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Começou a expor individualmente na década de 80. A sua obra centra-se numa espécie de figuração romanceada que joga com referências do cinema, estórias por onde passa uma certa comédia humana. Nos seus trabalhos mais recentes Bismarck divide a tela em duas partes, representando numa parte uma realidade transfigurada e na outra uma imagem pictórica. Nesta série, "Paraíso", representa cenas do imaginário romântico que contrastam com elementos que geram um efeito abstracto.

Diz-me o que pintas dir-te-ei quem és...













prémio ao "adivinhador": um jantar a dois com o mister/miss sensuality e uma dança ao som do slow mais mais votado no blog "classe de 70".

Willkommen auf der Tag von Theatrum.....!

Quando pensei em escrever este post, imaginei as cortinas pesadas e densas de veludo....as cortinas com que os palcos dos teatros normalmente nos recebem. São cortinas que nos transportam para um outro espaço, uma outra dimensão que apenas vive porque por momentos, alguém deixa de ser quem é e assume o papel do personagem que representa. De repente ficamos ali sentados, quietinhos, à espera que a peça comece. Existe expectativa, ansiedade. As luzes baixam e nós esperamos. Hum...como é boa aquela sensação de não saber o que vai acontecer a seguir. Sabemos que vai lá estar um cenário e que a interpretação dos actores se baseia numa história que alguém um dia resolveu contar mas, longe de nós adivinhar qual a magia que cada um irá dar ao texto, quais os processos dinâmicos que se irão criar com a energia do público, qual deles se irá enganar sem que nós nos apercebamos. E a peça começa, e a nossa atenção desperta e por momentos percebemos a entrega dos actores, a profundidade com que se dão naquele momento, aquele encontro de personagens, aquela realidade.


Façamos assim com a vida. Deixemos que a vida nos agarre com a sua força e nos transporte constantemente para novos cenários, novas realidades, novas histórias e que em cada uma delas, tenhamos a coragem e a vontade de nos entregarmos sempre no nosso limite, caracterizando-nos de novo, aprendendo uma nova linguagem, redescobrindo o que temos dentro de nós.


Se eu estivesse no Porto, hoje não perdia isto: http://www.tnsj.pt/

Para acordar bem disposto:)



Com o volume no máximo!

segunda-feira, 26 de março de 2007

Cama de gato

“Há um jogo de meninos que, em Portugal, se chama cama de gato: os meninos atam um cordel em círculo, depois fazem assim com a mão, vem outro e faz uma complicação qualquer, mete o dedo e faz outra complicação, vem outro ainda e quanto aos dedos faz assim e tira, e forma outra figura. Este jogo chama-se cama de gato. Então, eu acho que na vida o que há, é um jogo perpétuo de crianças com a cama de gato, que a vida de vez em quando apresenta-nos os problema, olhamos e vemos como é que havemos de tirar, depois metemos os dedos, fazemos assim e sai outra coisa. É que toda a nossa habilidade é tornar a ser crianças para ver como é que sai a cama de gato.”

Agostinho da Silva, in Vida Conversável

sábado, 24 de março de 2007

Trabalhar ao sábado :-)


















Jorge Pineda | Afro: Issue I, Noviembre 2006

sexta-feira, 23 de março de 2007

Segredo

Esta noite morri muitas vezes, à espera
de um sonho que viesse de repente
e às escuras dançasse com a minha alma
enquanto fosses tu a conduzir
o seu ritmo assombrado nas trevas do corpo,
toda a espiral das horas que se erguessem
no poço dos sentidos. Quem és tu,
promessa imaginária que me ensina
a decifrar as intenções do vento,
a música da chuva nas janelas
sob o frio de fevereiro? O amor
ofereceu-me o teu rosto absoluto,
projectou os teus olhos no meu céu
e segreda-me agora uma palavra:
o teu nome - essa última fala da última
estrela quase a morrer
pouco a pouco embebida no meu próprio sangue
e o meu sangue à procura do teu coração.

Fernando Pinto do Amaral in «Às Cegas»- Poesia Reunida 1990 - 2000, Lisboa, Publicações D. Quixote, 2000


Ontem Fernando Pinto do Amaral esteve nas "quintas de leitura", no Teatro do Campo Alegre e falou sobre a poesia e as palavras. Para além dos poemas, muito bem declamados, encantou-me a forma como falou das palavras. As palavras, disse, precisam de ser tratadas, cuidadas e, de vez em quando, limpas, polidas de modo a renascerem com novos significados. Pinto do Amaral é autor de uma tradução de As Flores do Mal, de Baudelaire, que lhe valeu o Prémio Pen Club e o Prémio da Associação Portuguesa de Tradutores. Traduziu também outros poetas, como Verlaine e Jorge Luis Borges, organizou diversas edições e publicou dois livros de ensaio literário. Publicou cinco livros de poesia, tendo reunido os primeiros quatro no volume Poesia Reunida (2000). Estreou-se com Acedia, em 1990. Acabou de publicar Pena Suspensa.

quinta-feira, 22 de março de 2007

Big Time Sensuality



o nosso top 10 da sensualidade masculina:
1. Chow Yun-Fat (actor de "O tigre e o Dragão")
2. Keanu Reeves
3. Denzel Washington
4. Rodrigo Santoro
5. Harrison Ford (a roxo não concorda :))
6. Jamiroquai (a verde não gosta :))
7. Richard Gere (a roxo diz que a verde só gosta de velhos)
8. Brad Pitt
9. Heath Ledger (o panasca da montanha que não é :-))
10.Mel Gibson (porque já não há homens assim)


o top 10 da sensualidade feminina:
(homens, votem please)

posted by roxo e verde, together. A escolha foi difícil e nem sempre consensual como se pode ver pelos comentários. por favor dêem o vosso contributo. posteriormente decorrerá uma votação para a eleição do mister/miss sensuality. a roxo não tem dúvidas. já fizemos as nossas apostas (a feijões, claro).

please vote

quarta-feira, 21 de março de 2007

S.P.R.I.N.G

E lá chegou ela outra vez! Vem disfarçada de menina, vem um pouco atrasada mas vem.Traz consigo o encanto da manhã, o sorriso do sol e a alegria das cores, o despertar da vida e das crianças. Deixo-vos com uma interpretação infantil da primavera, esse pedaço de nós que nos faz sempre chegar mais além.

PS: isto são reflexos das leituras da BD, apetece-me ser criança de novo!.....

Dia Mundial da Poesia, 21| mar

uma prenda de pablo neruda, neste dia dedicado à poesia.

QUEM MORRE?

Morre lentamente
quem não viaja, quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente
quem destrói seu amor
próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente
quem se transforma em
escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos e os corações aos tropeços.

Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho ou amor, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos...

Pablo Neruda

há que seguir o conselho do pablo neruda: viajar muito, ler, ouvir música, mudar, ousar, e sobretudo divertirmo-nos connosco (neruda copied this advice from a very dear friend).

terça-feira, 20 de março de 2007

posted by js (by mail):



domingo, 18 de março de 2007

Gilbert & George


















Gilbert nasceu em Devon em 1942. George numa pequena aldeia em Itália, em 1943. Conheceram-se num curso de escultura, em Londres, no ano de 1969. Desde então iniciaram um percurso comum, naquilo que descrevem ser uma tentativa de fazer chegar a arte a todos.

Os seus quadros são feitos de quadrados que se compõem, assumindo a forma de um vitral. Através deles Gilbert e George experienciam sentimentos e pensamentos sobre temas que consideram ter ramificações universais.

Esta dupla defende que tudo deve estar aberto a discussão através da arte, especialmente assuntos tabu, temas como sexo, religião, raça ou mesmo política. Gilbert e George acreditam que tudo na vida pode ser arte e que a arte tem que versar sobre a vida. Assim se tornaram o próprio objecto da sua arte.




















Gilbert&George, em exibição na Tate Modern até 7 de Maio.

where will U go?














foto by verde | madrid | feb 07