Mostrar mensagens com a etiqueta cinema. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cinema. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 10 de março de 2008

Sábado à noite lançaram-me um desafio: pensar ao contrário e postá-lo! Passo a explicar, o desafio consistia em tentar pensar como um elemento do sexo masculino. Tentar pensar como são? Do que gostam? Como vivem? E pensar realmente quem eu seria, caso tivesse nascido do sexo masculino. Várias nomes surgiram na altura: Colin Farrel, James Dean, Denzel Washington, mas depois duma pesquisa séria sobre o tema, tenho a dizer à A. que a minha escolha vai sem dúvida alguma para Keanu Reeves.

Pelo ar distinto que tem. Pelo timbre de voz. Pelo Matrix e por tantas outras coisas que não vemos mas que imaginamos:) E vocês, quem seriam?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008


Título original: Zui Hao De Shi Guang
De: Hou Hsiao-Hsien
Com: Qi Shu, Chen Chang, Fang Mei
Género: Dra, Rom
Classificacao: M/12

http://www.ocean-films.com/threetimes/

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Prémio melhor curta no festival de Berlim

Vi no blog da Maria esta curta e não resisto a partilhá-la também.
Lindooooooooooooooooooooooo....

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Delicioso...

ir ao cinema sozinha,

ser a única na fila,

descalçar os sapatos,

cruzar as pernas como em casa,

e ver um filme como este...

sem grande argumento, mas com diálogos ora ternos ora divertidos. boa interpretação dos actores. e uma história de amor :-)








domingo, 8 de abril de 2007

O Bom Nome



Dois jovens indianos, Ashoke e Ashima, casam segundo a tradição indiana, por conveniência. Ele é professor universitário nos Estados Unidos, ela simplesmente uma jovem indiana. Mudam-se para Nova Iorque onde, juntos, começam uma nova vida. Têm um filho, a quem chamam temporariamente Gogol, nome do famoso autor russo, um nome com um significado quase místico para Ashoke, evocador do seu passado e determinante do seu presente. Depois, apenas a vida deles. A adaptação à cidade de Nova Iorque, à vida numa América tão contrastante com o seu país natal. E a vida do filho, Gogol, o seu crescimento, a inicial rejeição pela cultura indiana e o processo de descoberta da sua verdadeira identidade.


O filme é de Mira Nair, também produtora do delicioso "Moonsoon Wedding" (Casamento debaixo de chuva), com música de Nitin Sawhney.
É um filme sobre o amor. Amor entre homem e mulher, amor entre pais e filhos, amor pelas raízes. Deliciou-me particularmente as personagens de Ashima e Ashoke, os pais, pela sua postura, pela forma amena e serena como vivenciam o seu dia-a-dia, pela sua aceitação perante os acontecimentos da vida, sem nunca perderem a doçura. Uma forma de viver pouco apaixonada talvez, mas muito doce e tranquila. Ás vezes faz falta. Gostei, muito.

sábado, 24 de março de 2007

Trabalhar ao sábado :-)


















Jorge Pineda | Afro: Issue I, Noviembre 2006

sábado, 17 de março de 2007

Fur - Um Retrato Imaginário de Diane Arbus
de Steven Shainberg
















O filme é uma abordagem imaginária e surrealista à vida de Diane Arbus, fotógrafa americana que rompeu com preconceitos e desafiou o conceito vigente de beleza.

Nicole Kidman, numa excelente interpretação, dá vida a Diane, uma mulher que, como tantas outras da sua geração, se sente dividida entre o amor à família e filhos e uma profunda necessidade de explorar o mundo e de criar. “Nasci diferente”, diz Diane ao marido. Nasceu artista numa época em que o papel da mulher estava constrito ao papel de dona de casa e mãe. Diane era casada com Arbus (fotógrafo das melhores revistas de então), filha de produtores de casacos de peles. Vive o dia-a-dia entre a vida doméstica e o trabalho de assistente do marido.

Esta divisão é excelentemente retratada por Kidman. O guarda-roupa é muito bem escolhido. Sente-se o desespero da necessidade de conformar o corpo e a alma aos vestidos de tecido duro, apertados até ao pescoço, escondendo qualquer vestígio de sensualidade, numa alusão ao sufoco de viver uma vida desajustada.

Diane vive uma vida pequena. Até ao dia em que conhece o seu mais recente vizinho, um homem encapuzado e misterioso. Há uma troca de olhares profunda, um encontro de almas. A curiosidade é mais forte e Diane vai ao seu encontro. Lionel (Robert Downey Jr.) , é um homem que sofre de uma doença que o faz ter pêlo por todo o corpo (incluindo a cara), pêlo que cresce diariamente a um ritmo que determina a sua carreira profissional: fazer perucas a partir do seu próprio pêlo.

Através de Lionel, Diane entra em contacto com um mundo surrealista: gigantes, anões, uma mulher sem braços que usa o pé em tudo o que faz (servir chá, fumar,…), verdadeiros freeks, personagens que contrastam com a vida certinha de Diane, que representam o outro lado da vida, o lado diferente e criativo, e que Diane vê com curiosidade mas também com aceitação e carinho.

O filme leva-nos para o mundo do estranho e do surreal. É misterioso e por vezes desconcertante. Tem cenas de grande ternura e de uma enorme sensualidade. Fala do modo como cada um pode ver a vida. E de escolhas.

Gostei muito e recomendo.

sexta-feira, 16 de março de 2007


Nuovo Cinema Paradiso, obra aclamada e aplaudida de 1989, é acima de tudo um autêntico elogio ao amor, à amizade, à juventude, à vida e ao cinema. É um filme muito especial, pois de uma forma poética consegue mostrar a magia que o cinema transmite a todos os seus amantes. Em 1989 alcançou o Prémio da Crítica em Cannes e no ano a seguir não perdeu o Óscar para Melhor Filme Estrangeiro.

O filme retrata o amor nas suas diversas frentes: o amor de mãe versus mulher, amor de adolescente, o amor sob forma de amizade, e o amor pelo cinema. É também devido a esses “duros” amores que se fazem escolhas, sacrifícios, sofrem-se consequências e muitas vezes obrigam-nos a fugir dessas realidades para criarmos em nosso torno uma redoma de vidro aparentemente intocável. Mas na noite em que Salvatore recebeu a triste noticia, percebeu que não podia fugir do passado, pois querendo ele ou não ele existia, e por isso mesmo tinha que o enfrentar. Assim passados muitos anos de ter “fugido” da sua terra natal, Salvatore volta à sua terra para o funeral do seu amigo e reencontra os rostos envelhecidos daqueles que o acompanharam durante a sua infância, e então sente-se de novo em casa.
(uno dei miei favoriti...!)

quinta-feira, 15 de março de 2007

:: they are Complexions


















Em Janeiro de 2005 decidi voar até Roma com uma amiga. Nenhum motivo especial, apenas uma enorme vontade de viajar e de regressar à cidade que tinha conhecido no tórrido calor de verão. No inverno em Itália tudo é diferente. Os italianos trajam elegantes sobretudos, o frio invernal mistura-se com os tons quentes da cidade e do povo criando uma atmosfera única. Nesta viagem marcou-me especialmente um ballet contemporâneo a que assisti, no Teatro Olympico. Fomos sem referências mas à chegada cartazes colados nas paredes com as notícias do jornal do dia traziam um bom prenúncio…”simplesmente fenomenal”, era como descreviam o espectáculo.

Tratava-se da companhia de ballet contemporâneo Complexions, de Dwight Rhoden e Desmond Richardson, na que seria a sua primeira actuação europeia. A companhia, americana , foi criada pelos dois coreógrafos com o objectivo de juntar em palco bailarinos de várias disciplinas. Os bailarinos, com o que me pareceu uma sólida formação em ballet clássico, actuam ao som de música clássica, soul, jazz, rock, em grupo, individualmente ou em dupla.

A beleza da actuação foi de tal modo que me emocionou. No final um silêncio sentido de quem queria prolongar eternamente aquele momento e depois, num impulso, toda a plateia de pé numa esfusiante ovação, que jamais esquecerei.


:: who are they?

































the mistery will soon be revealed....