Mostrar mensagens com a etiqueta fotografia. rita magalhães. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta fotografia. rita magalhães. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

E que bom é...

... sentir a cidade ao amanhecer...






















Rita Magalhães
Reflets dans l`eau | 2006
Lambda print | Edition of 3
80 x 80 cm


terça-feira, 17 de julho de 2007

Culinária no feminino
















Primeiro as coincidências. Depois um convite. Vem, é na sexta-feira. E eu fui. De Lisboa veio uma maga, cozinheira, bailarina, musa inspiradora de artistas. Consigo trouxe a sabedoria da natureza, dos alimentos, da ligação da mulher à terra e ao universo. E assim foi. Nove mulheres em torno de uma mesa, com canela, cravinho, cominhos e outros deliciosos ingredientes como companhia. Aprendemos sobre culinária, sobre diferentes visões de vida, sobre nós mesmas. No final uma deliciosa refeição degustada com prazer e, como não poderia deixar de ser, a partilha da alma feminina. Gostei. Fica aqui um pedacinho do que aprendi... esta deliciosa receita de lentilhas. Os outros pratos ficam, quem sabe, para um futuro jantar do roxo&verde.


Receita de lentilhas à mexicana (medida para 10 pessoas)

1/2 kg de lentilhas

4 laranjas
3 cebolas
cravinho (algumas cabeças)

cominhos (várias sementinhas)

canela (bastante)

azeite
sal marinho q.b

Deita-se as cebolas cortadas em quadradinhos pequenos numa panela, junta-se as lentilhas, o sumo de 4 laranjas e um fio de azeite virgem. Depois adiciona-se o cravinho, os cominhos e polvilha-se com bastante canela. Leva-se ao lume, brando, até as lentilhas estarem cozinhadas. Delicioso, principalmente se temperado com um ambiente de partilha e com a(s) companhia(s) ideal(ais)!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

escrevi este texto há cerca de 1 ano, para um outro blog em que participava. um ano depois volta a fazer sentido o que escrevi, por isso resolvi "re-postá-lo".

























Rita Magalhães | AUSÊNCIA 1 | (serie AUSÊNCIA), 2003.
Lambda durst print. 75 x 50 cms. Edición 2 de 5.

"em certos momentos da vida, não em todos, tudo parece ter uma dinâmica diferente. como se de repente o mundo revelasse o seu lado mais subtil. sentimos que esse mundo está sempre lá, talvez nem sempre tenhamos é a predisposição para o apreciar, para o sentir. o fenómeno das coincidências é um desses lados subtis.

primeiro convem perceber o que é isso de uma coincidência. que coincidência é diferente de acaso. que um acaso acontece sem sentido, uma coincidência é algo que acontece mas não por acaso. como por exemplo encontrar uma pessoa com quem se sonhou e já não se vê há muito tempo e ela/e transmitir algo de relevante ou conhecer pessoas que nos falam de situações que estamos a viver e nos trazem uma nova perspectiva das coisas. no minimo as coincidências são situações divertidas, mas podem ser mais do que isso…

segundo as teorias da nova era as coincidências trazem mensagens que potenciam a evolução individual. carl jung chamava a este processo sincronicidade, ou “efeito do arquétipo mágico”. de qualquer modo parece ser geralmente aceite que a consciência da coincidência permite ao homem uma harmonização com o mistério do universo, seja ela um acontecimento aleatório ou uma resposta a uma pergunta inconsciente."

há um ano resolvi ir comprar o último livro do paul auster – “loucuras em Brooklyn” –e descobri um outro livrinho do mesmo autor “o caderno vermelho”. nele, paul auster anotou algumas das coincidências mais engraçadas da sua vida. há um ano comprei um caderninho porque as coincidências pareciam suceder-se na minha vida, especialmente naquele momento. um ano depois interessantes coincidências voltam a acontecer, por isso apeteceu-me voltar a escrever este post. é engraçado este fenómeno das coincidências. faz-me sentir que estou de facto no sítio certo, a conhecer as pessoas que devia conhecer, a viver as situações que devia viver, no momento certo.

curiosamente neste exacto momento estou-me a aperceber que as coincidências de há um ano, que me fizeram comprar o caderninho, estão intrinsecamente ligadas com as coincidências que esta semana sucederam e que me fizeram relembrar este post.... a vida tem coisas....

domingo, 1 de julho de 2007

Serralves ao luar | sábado | 30 Jun

















Rita Magalhães |Reflets dans l`eau | 2006 | Duratran, light box | 30 x 45 cm


Passear nos jardins iluminados pela noite,
Ver os jogos de sombras projectados aqui e alí,
Ouvir o ruído dos passos em diferentes solos,
Sentir os cheiros das árvores e flores,
Apreciar os recortes das folhas das árvores no céu,
Ouvir ao longe o pulsar da cidade,
Aprender pela voz de quem vive apaixonadamente os jardins,
Sentir em mim pequenas gotas de chuva,
Vivenciar o mesmo espaço de uma nova forma.
No fim champagne e morangos para adoçar uma noite já tão especial.

Foi assim no Sábado à noite, em Serralves. Acompanhados por um arquitecto paisagista aprendemos mais sobre a casa e os jardins de Serralves. Faltou o luar, encoberto que ficou pelas nuvens que abraçavam a cidade. Mas a luz veio pela maravilhosa projecção do alaranjado dos lampiões no céu que era de algodão. Adorei.